No dia 12 de julho, domingo, às 16h, a Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta, na Cidade das Artes, o concerto “Chiquinha Gonzaga – Uma Alma Livre”, em tributo a uma das compositoras mais importantes da música brasileira.
Sob a regência do maestro Eliézer Rodrigues, o Grupo de Câmara, composto por instrumentistas de sopro e percussão, apresenta 11 obras de Chiquinha Gonzaga, entre elas o maxixe "Forrobodó", escrito para o famoso espetáculo teatral homônimo, lançado em 1912 e ainda hoje encenado; o chorinho "Atraente"; "Abre alas", considerada a primeira marchinha de Carnaval brasileira; a valsa "Cecy"; e o tango "O corta-jaca". Os arranjos são de Jessé Sadoc.
"A escolha do repertório não foi fácil. Chiquinha Gonzaga compôs mais de 2 mil canções em inúmeros estilos. Selecionamos as mais conhecidas do público e outras nem tanto, mas que representam a diversidade de ritmos, característica da compositora", conta Eliézer Rodrigues, regente do concerto, que também é tubista da Orquestra Petrobras Sinfônica.
Chiquinha Gonzaga foi uma mulher à frente de seu tempo. Pianista, maestrina e compositora carioca, foi uma das maiores influências da música popular brasileira e também uma figura marcante que rompeu barreiras e apontou importantes caminhos para direitos e conquistas hoje garantidos constitucionalmente.
Filha de um militar e neta de uma escrava alforriada, foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, num tempo em que as mulheres enfrentavam severas restrições à participação na vida artística e pública. Chiquinha Gonzaga teve, à época, enorme importância no cenário musical e social brasileiro, e sua trajetória continua atual para entendermos a formação cultural e social do país.